27/JUL

Móveis usados, objetos de design e artesanato: 170 m² de garimpo na decoração

O apartamento do publicitário Edson Coutinho é o microcosmo de um movimento consagrado na decoração. Móveis de segunda mão, peças assinadas e artesanato convivem de forma democrática. Mais atual impossível. Projeto do arquiteto Rodrigo Angulo. Para o publicitário, morar na região central de São Paulo é habitar o paraíso. Onde todos veem sujeira, buracos e pichações, seus olhos treinados enxergam diamantes: grades de ferro art déco, letreiros de bronze, marquises revestidas de pastilhas, janelas cinematográficas.

 

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“O apartamento era um mar de beges, repleto de escolhas seguras e óbvias. Para cada cômodo criei um cenário”, afirma o morador. As paredes da sala de estar remetem ao concreto das edificações de Brasília, sua terra natal. Para complementá-las, a parede da entrada principal foi pintada de amarelo, formando um painel contínuo bem pop. A cozinha é lúdica, explora tons de rosa-claro,laranja, amarelo-flúor e verde. Já a sala de TV mostra o contraste do papel estampadofúcsia e vermelho com as paredes azuis.

 

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Se o passeio predileto dos paulistas é o shopping, o deste publicitário radicado em São Paulo há dez anos é explorar feiras de antiguidades e ruas temáticas. Nada escapa ao seu olhar. “Sou daqueles que reparam no último objeto da prateleira. Examino cada detalhe.” Foi assim que conseguiu decorar seu primeiro imóvel com peças originais, como um bufê de cabriúva arrematado nas Casas André Luiz. “Estava lascado e sem uma gaveta, mas quem se importa? Ele era lindo assim”, conta. O mesmo vale para a cadeira de escola azul garimpada no Lar Escola São Francisco. Durante a reforma do apartamento, ela quase foi para o lixo por engano, com os entulhos. “Salvei-a novamente”, brinca.

 

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Impossível passar despercebido diante do fogão de ágata da Continental, que funciona perfeitamente. “As pessoas têm mania do novo: cheiro de carro novo, fogão autolimpante de inox… Tenho uma peça única, exclusiva, impregnada de história”, diz. E aquela superstição de que coisas quebradas dão azar? “Estaria perdido”, conclui, enquanto arruma seu cavalo de cerâmica chinês de rabo colado.

 

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Fonte: Casa e Jardim (texto de Nuria Uliana e fotos de Gabriel Valdivieso)


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